Classe de Ativos para Operar em Tendência v.s. Contra Tendência

A pouco tempo li o livro Mechanical Trading Systems – Richard L Weissman, gostei de algumas partes e de outras não.

Queria muito que chegasse logo a parte em que ele classificava os ativos que são melhores para operar em tendência ou contra tendência, só que chegando lá ele me fez pensar, pois a afirmação dele foi que moedas e taxas de juros são melhores de operar em tendência pois os bancos centrais tem maior influência sobre o sentido desses ativos, já as ações e os indíces de ações são melhores contra tendência pois tem a participação forte de 3 grupos: a maioria – especuladores de curto prazo, instituições seguidoras de momentum e o menor deles – seguidores de momentum descapitalizados.

Isso me fez pensar, pois a AMBV4 passou muito tempo em tendência, a PETR4 passou algumas décadas em tendência como se fosse um trenzinho, alguns índices de ações tb alternam entre momentos de tendência firme e zig zag que favorecem a contra tendência e nenhum deles são moedas, com isso lembrei de uma regra psicológica do mercado que diz que não podemos prever nada no mercado, apenas ouvi-lo bem e agir conforme o que ele nos oferece. E essa afirmação do  Richard L Weissman me parece ser uma previsão de que determinadas classes nunca vão agir no modo oposto ao que vem agindo, não gostei disso, não aceitei isso. Entendo que no mercado apenas podemos olhar para o passado recente, entender o funcionamento de alguns poucos padrões e gerenciar o risco de operar a favor de algum padrão reconhecido recentemente por nós. Sendo assim percebo que a minha idéia desse post: https://tradersenna.wordpress.com/2012/12/10/escolha-de-acoes-para-operar-um-sistema-contra-tendencia/ – foi boa, analisando os possíveis ativos (ações) que posso operar contra a tendência, mediante o comportamento recente.

Se o ativo vem se comportando de forma alinhada como se fosse um trenzinho entendo que ela seja mais propícia a operar a favor da tendência, mas se o ativo apresentar mais irregularidades, mais zig-zag, algo semelhante a um rabisco de criança, então entendo que ela está atualmente mais propícia a me oferecer operações contra tendência.

Tive a infelicidade de ler em um site de uma empresa de venda de sistemas de operações, que faço questão de não dizer o nome, que trabalha com sistema seguidor de tendências, que o mercado passa mais de 80% do tempo em tendência, li em um outro site em inglês, seguidor de tendência tb, que o mercado passa mais de 90% do tempo em tendência, agora pq eu gosto de operar contra tendência vou dizer o contrário tá? Que 90% do tempo o mercado se movimento contra tendência, putz, isso só mostraria que eu ainda não consegui ter uma intimidade com o mercado e muito menos consegui olhar mais de longe para todos os ativos (ou boa parte deles) e perceber que tem momentos que uma tendência fica firme devido a multidão envolvida criar esse movimento quase uniforme (olhando para trás, é claro), da mesma forma tem momentos que o mesmo ativo passa meses ou anos fazendo zig zags excelente para operar contra tendência, isso só porque a multidão envolvida com esse ativo está agindo dessa forma. Simples assim.

Ainda acredito que a melhor coisa é ter padrões e sinais para operar a favor da tendência e contra a tendência, testá-los e trabalhar com regras de gestão financeira que embalam esses padrões e sinais, protegendo seu capital.

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Super Sinais da Análise Técnica

Na internet existem diversos sites, blogs e fóruns que mostram os “super sinas” da análise técnica, também temos diversos livros que apresentam dezenas de indicadores e seus respectivos sinais ineficientes, mas será por que as pessoas não conseguem ter lucros consistentes mês após mês, ano após ano usando esses sinais?

A primeira resposta poderia ser a falta de regras psicológicas e de gerenciamento de risco, mas vou pular essa parte, vou supor que o indivíduo fez essa parte da lição de casa. Então resta apenas os sinais funcionarem, seja do MACD, IFR, Estocástico, Direcional, etc, mas infelizmente pude constatar por experiência própria, mais a variedade de livros que mostra a vasta experiência dos autores sobre o assunto, que os sinais, ou melhor o gatilho de quando comprar e vender, não é tão simples assim, um caçador profissional não sai na floresta atirando pra todo lado só porque sabe que naquela floresta existem diversos animais que podem ser caçados, ou um atirador de elite não sai por aí atirando pra todo lado só porque é óbvio que existem bandidos de todos os tipos a solto, ambos treinam duro a maior parte do tempo, se especializam em uma arma de curto alcance e outro de longo alcance, analisam os padrões dos alvos, quando podem surgir esses alvos, qual a forma ou o aspecto da situação, e com que “cara” o alvo irá parecer.

Os operadores que atingem lucros consistentes passam a maior parte do tempo analisando os possíveis padrões, e isso toma muita energia, muito tempo, semelhante aos jovens aqui no Brasil que estudam para passar numa prova da Escola Naval, e com tanto estudo, os operadores aprendem a reconhecer com clareza a formação de um ou dois padrões que apresentam maiores chances de lucro ao ser operados, e sabem exatamente quando entrar em uma operação, assim como um caçador fica escondido pacientemente esperando a presa, ele desenvolve a percepção da formação dos padrões, e então espera pelo sinal tranquilamente.
Um operador bem sucedido aceita, em algum momento, que é impossível captar todos os movimentos de alta de uma mesma ação, ele aprende que o importante é identificar “ilhas de ordem” no meio do caos de milhares de indivíduos comprando e vendendo, cada um com seus motivos particulares, a preços variados.

Não considero como importante a pessoa definir se tem maior aptidão para operar a favor da tendência ou contra a tendência, acredito que seja mais importante o desenvolvimento de um trade system, com bons ganhos, incluindo prejuízos controlados.
Prefiro ter menos rótulos, menos definições técnicas e manter a mente aberta para criar e desenvolver minha técnica, até porque a análise técnica ainda é muito recente no mundo, muita gente diz mais do mesmo o tempo todo, talvez por isso também poucas pessoas conseguem sucesso no mercado financeiro, pois procuram por fórmulas prontas, trade systens milagrosos, e isso não existe, cada indivíduo deve montar o seu próprio sistema.

Acredito que um sistema de operações tenha uma relação direta com a personalidade e as crenças particulares de cada pessoa. Por exemplo, é muito divulgado que o MACD é um seguidor de tendências e que seu histograma funciona como oscilador, eu já não faço qualquer distinção de classificação dos indicadores, pois é possível uma pessoa ver nas linhas MACD ou no IFR claramente tudo o que é necessário para encontrar um possível padrão se formando e aguardar esse mesmo indicador dar algum sinal de entrada ou saída, caso você tenha uma personalidade voltada para seguir tendências, os sinais que você vai observar naturalmente, serão aqueles que você percebe ser de um movimento característico de uma tendência que ocorreu em algum momento no passado do ativo que pretende operar, assim é possível catalogar alguns desses poucos padrões e operá-los bem. Da mesma forma, quem prefere operar contra a tendência deve observar quais sinais o seu indicador favorito dá nos momentos claros de uma revesão de tendência, esses sinais na verdade são alguns poucos padrões que vão se formando aos poucos na sua frente, dia após dia, até que algum determinado padrão ocorra para não haver dúvida de que devemos puxar o gatilho. O que mais me preocupa é o fato de que os inciantes querem operar o tempo todo, eu demorei para descobrir que operar é sim um trabalho diário de anotações detalhadas, de planilhas, diários, pois o mercado passa a maior parte do tempo em movimentos erráticos, sem um padrão definido, em meio ao caos desses movimentos existem algo semelhante as ilhas de ordem da teoria do caos, que são os poucos, mas fortes, sinais que cada indivíduo deve aprender a interpretar por si só, e operar apenas essas poucas formações.

Por isso que a profundidade de estudo de um indicador é muito importante, não adianta ter vários indicadores se não souber sentir o que ele tem a dizer sobre o mercado. A diferença em um mesmo indicador para operar a favor da tendência e contra a tendência está no tipo de sinais e padrões que cada estilo de operação exige, as formações contra a tendência costumam nascer de um sentimento de medo pelo preço se afastar demais do valor justo (média) e os sinas são dados bem no início da reversão com a crença de que nesse momento haverá realmente uma reversão de volta para dentro da média, já operar uma tendência envolve mais o sentimento de ganância, pelo preço ter demonstrado uma alta recente e ter retornado ao valor justo (média) com a esperança de que os preços serão empurrados um pouco mais para cima, seguir uma tendência exige perceber uma formação de uma tendência que já começou, com os sinais um pouco atrasados em relação aos sinais contra a tendência, porém os sinais de saída da tendência também são mais tardios que os contra a tendência.

Resumindo, eu não acredito nesses “super sinais” das dezenas de livros que temos a disposição, acredito que cada operador deve buscar seus próprios sinais, e cada vez mais ter mais intimidade com o indicador favorito e não cair na besteira de ficar trocando de indicador para escolher aquele que lhe dá os sinais que gostaria de ver, pois essa busca costuma oferecer ilusões e alimentar a busca pela perfeição, o que é muito ruim para um operador.
E nunca se esqueça de ter uma rede de segurança de gestão de risco e sempre aprimorar a questão psicológica.

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MACD – Indicador mal interpretado, mas poderoso

Quando comecei a achar que operarava em ações, percebi a existência de um indicador chamado MACD que parecia ser ótimo para determinar pontos de compra e venda, noto que muitas pessoas quando entram nesse meio acabam se interessando de cara pelo MACD, comigo não foi diferente, então comprei meia dúzia de livros brasileiros que explicam muito pouco sobre esse excelente indicador, praticamente todos focam no histograma MACD, sendo que a famosa inclinação do H-MACD tem pouca importância na verdade, existe uma hierarquia de forças dos sinais do MACD e a inclinação do H-MACD é um dos sinais mais fracos, na verdade é a última força a ser analisada, antes deve-se ter alguns outros padrões. Como posso estar tão certo disso? Apenas li o livro original do desenvolvedor do indicador MACD, Technical Analysis – Power Tools for Active Investors do Gerald Appel. Nesse livro o autor deixa claro as condições necessárias para se considerar um sinal como válido, apenas considerando como uma maior probabilidade de um movimento acontecer (seja de alta ou de baixa) se algumas condições acontecerem.

Antes de ler esse livro eu já tinha me decepcionado muito com o MACD, por exemplo com as divergências do H-MACD que são muito falhas, entretanto, após ler esse livro passei a dar mais importância as linhas MACD e as combinações de 2 ou 3 MACDs.

Não recomendo que sigam ao pé da letra o que está no livro, mas façam suas observações a partir das idéias originais do desenvolvedor do MACD, que para mim são as idéias mais lúcidas.

Irei colocar aqui um resumo das principais idéias do capítulo 8 (sobre MACD) do livro citado acima. Não irei citar a construção do indicador, pois isso se encontra aos montes pela web, a idéia aqui é expor os conceitos pouco difundidos.

OBS.: sempre que no livro estiver escrito apenas MACD, ele está se referindo somente a linha MACD, sem considerar a linha de sinal e nem o histograma, quando for para considerar a linha de sinal ou histograma ele será bem específico e claro.

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Conceitos básicos

  • Quando as tendências do mercado estão perdendo força, as médias de curto prazo tendem a ficar na horizontal, em última análise, caindo abaixo das médias de longo prazo, se o declínio continuar. As linhas MACD vão cair abaixo de 0.
  • Tendências enfraquecidas são refletidas em mudanças na direção das leituras do MACD, mas inversões claras de tendências geralmente não são consideradas como confirmadas até que outras indicações apareçam (discutido em breve).

Confirmação De Tendência

Os sinais do MACD são mais confiáveis se os sinais de curto prazo do MACD são confirmados por tendências de longo prazo no mercado de ações, talvez refletida por padrões de longo prazo do MACD.  A manutenção de vários gráficos MACD, refletindo várias escalas do ciclo do mercado, é recomendado.

A Linha de Sinal

Como regra básica, a inversão na direção do MACD carrega um significado, o que é confirmado quando o MACD cruza suas linhas de sinal.
Cruzamentos da linha de sinal ocorrem após a mudança na direção das linhas MACD, mas geralmente antes das linhas MACD cruzarem a linha 0.

A pesquisa do Gerald Appel ao longo dos anos, tem sugerido que se obtém um ganho líquido geral maior se ocorrer a inversão no MACD (especialmente na combinação de médias mais lentas – [19,39,9]) são empregados para a compra e venda, em vez de cruzamentos de linhas de sinal. No entanto, usar mudanças na direção do MACD sem a confirmação da linha de sinal produz um grande número de trades, com despesas extras.

Regras de Compra e Venda Suplementares Muito Importantes

Os itens a seguir são adições suplementares muito significantes para as regras básicas relativas aos sinais de compra / venda do MACD:

  • Os sinais de compra são muito mais confiáveis quando o MACD cruzar de cima para abaixo de 0, em algum momento desde o sinal de venda mais recente. O MACD não tem que ser inferior a 0 no tempo do sinal de compra, mas deve ter sido inferior a 0, em algum momento desde o início do declínio recente.
  • Os sinais de venda são mais confiáveis quando o MACD cruzar de baixo para cima de 0 em algum momento desde o sinal de compra mais recente. O MACD não tem que estar acima de 0 no tempo do sinal de venda, mas deve ter sido superior a 0, em algum momento desde o início do mais recente avanço.
  • Durante os períodos de mercado muito forte, geralmente durante as primeiras e melhores fases dos mercados de touro, o MACD vai recuar durante as reações do mercado a um nível pouco acima de 0. Neste caso, você pode atenuar um pouco as regras anteriores como você faria se o MACD atingisse um topo levemente abaixo de zero durante um mercado de urso ou um declínio intermediário severo. Na maioria das vezes, entretanto, a condição de cruzamento do zero deve ser respeitada.

Usando Divergências para Reconhecer Os Sinais Mais Confiáveis

Sinais de compras e vendas que são acompanhados por divergências de direção entre MACD e tendências de preços são geralmente mais importantes do que sinais de compra e venda que não são acompanhados por tais divergências.

Melhorando os Sinais MACD Usando Combinações Diferentes de MACD Para Compra e Venda

O uso de combinações mais sensíveis do MACD são para propósitos de compra e combinações menos sensíveis do MACD para propósitos de venda.

Duas Combinações MACD São Muitas Vezes Melhor Do Que Uma

As regras de ouro:

  • Você deve manter pelo menos duas combinações MACD: uma mais rápida para a compra e uma mais lenta para a venda.
  • Quando as tendências do mercado são muito positivas, compre muito rápido e venda muito lento. Você pode empregar a combinação 6 – 19 para comprar, ou você pode empregar a combinação um pouco mais confiável 12 – 26. A combinação 19 – 39 dias é usada para venda.
  • Quando as tendências do mercado são neutras a um pouco positivas, compre rápido e venda lento. Use a combinação 12 – 26 para a compra. Use a combinação 19-39 para a venda.
  • Quando as tendências do mercado são claramente negativas, compre rápido e venda rápido. Você pode usar a combinação MACD 12 – 26 tanto para compra quanto para venda, nesse caso você poderá algumas vezes vender antes do MACD 19 – 39 de movimento lento ter cruzado de baixo para cima de zero. No entanto, a não ser que um stop ocorra, a linha MACD 12 – 26 deve geralmente subir acima de 0 como uma condição prévia para venda.

MACD Durante Forte Uptrends Do Mercado

Às vezes, durante forte uptrends do mercado de ações, o MACD vai produzir sinais prematuros de venda. O uso de uma combinação MACD mais lenta produz sinais de venda mais oportunos do que se a combinação mais rápida do MACD for usada para venda também, entretanto, essa combinação mais rápida é excelente para a compra durante este período.

Modificando Regras do MACD Para Garantir o Máximo De Fortes Avanços do Mercado

As condições abaixo são necessárias para um atraso no sinal de venda seja colocado em vigor:

  • O mercado deve estar em tendência de alta que pode ser definida por uma média móvel de 50 dias em ascensão. Uma combinação MACD lenta é empregada para a venda.
  • No momento em que a linha do MACD de venda produz o primeiro cruzamento de cima para baixo da sua linha de sinal, verifique se houve alguma divergência negativa, quer no MACD que está sendo usado para a compra ou no MACD que está sendo usado para a venda.
  • Se não houver divergências – linhas MACD e linhas de preço se movendo sincronizadas – e as tendências do mercado são favoráveis, com preços acima da média móvel de 50 dias em ascensão, você pode ignorar o primeiro sinal de venda gerado pelo MACD. Você deve, entretanto, ter um segundo sinal de venda.
  • Como um backup de estratégia de saída, você pode usar um cruzamento do preço do seu investimento de cima para baixo da média móvel de 50 dias, o que provavelmente ocorrerá após o sinal de venda do MACD que você não seguiu.

 Durante climas favoráveis ​​de mercado, se não houver divergências negativas, muitas vezes você pode ignorar o primeiro sinal de venda que se desenvolve na sequência de uma recuperação do mercado. No entanto, você definitivamente deveria seguir o segundo sinal de venda.

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Eu prefiro adotar uma postura contra a tendência, ou seja, prefiro comprar abaixo do valor, e para isso uso apenas 4 padrões:

  • Pivô do preço junto com pivô das linhas MACD
  • Recuo da linha MACD a próximo de zero
  • Divergência da linha MACD com os preços
  • Rompimento do nível do suporte da linha MACD

Além dessas descrições do Gerald Appel cada operador deve anotar seus próprios padrões que cada um se identifica, lembrando da idéia de que nem sempre é possível operar um ativo, pois no meio do caos do mercado existem poucas ilhas de ordem que podemos identificar.

E nunca opere sem uma rede de segurança de gestão de risco.

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Análise Técnica Computadorizada x Teoria do Caos

Existem muitos livros aqui no Brasil que tratam análise técnica de forma muito simples, parece que um garoto de 13 anos consegue numa boa ganhar dinheiro e ser feliz! Isso sem falar na enorme quantidade de sites, fóruns e blogs que se desmancham em falar “sobre mais do mesmo”.
Só que a parte mais importante esquecem de falar, ou não sabem mesmo, que é:

1 – a necessidade ter regras psicológicas bem definidas para lhe impor disciplina de dentro de você próprio, pois não existe ninguém lá fora que irá lhe impedir de fazer uma operação ruim;
2 – um plano de operação a ser seguido a risca e otimizado ao longo da vida, com um diário de operações com textos detalhados sobre o que lhe levou a operar aquela ação e a fechar a operação, e então no futuro olhar para esse diário e aprender com os erros e reforçar o pontos vitoriosos;
3 – tudo isso muito bem amparado por um sistema de gerenciamento de risco que impeça de destruir a sua conta em uma única operação ou em uma sequência de operações mal sucedidas.

Cheguei a comprar alguns desses livros no início, dos quais não citarei nenhum deles. E com o passar do tempo, fui tomando conhecimento dos livros do Alexander Elder, cheguei a achar que ele “era o cara”, aprendi muita coisa, comprei todos e são muito úteis até hoje! Entretanto na parte psicológica ele é um dos melhores, mas existe o Van K. Tharp e o Mark Douglas que pra mim são os melhores!

Voltando a falar do Alex. Elder, percebi que na parte da análise técnica ele não é muito diferente dos livros brasileiros, pois ele fala muito da inclinação do H-MACD e das MMEs, mas quando fui ler o livro do Gerald Appel (autor do MACD) pude perceber que o MACD é muito melhor do que eu imaginava, porém eu estava olhando para ele do jeito errado, passei então a olhar os padrões descritos no livro “Technical Analysis – Power Tools For Active Investors”, capítulo 8! E também alguns outros padrões que eu identifiquei por mim mesmo e faço uso deles com frequência.

Associado a isso usei uma idéia de um dos livros do Alexander Elder que explica que o mercado é um movimento caótico do comportamento humano de pessoas comprando e vendendo, com medo e ganância. E se estamos no meio de um sistema caótico, então devemos lembrar que no meio do caos existe ilhas de ordem reconhecidas por padrões não definidos claramente com palavras, porém definidos e perceptíveis pela formação que tem, em diferentes escalas de tamanho, é assim que um verdadeiro operador de mercado olha para um gráfico usando a análise técnica computadorizada, através de médias móveis exponenciais, MACD, Force Index ou qualquer outro indicador que ele consiga enxergar ilhas de ordem.

Perceba que em momento algum estou falando de investir e sim de operar.

Logo não é possível operar o tempo todo em um mesmo ativo, pois a maior parte do tempo a multidão está transitando no mercado de forma caótica, cada um indo para um lado, optando por comprar um grande volume junto com outro que escolheu vender um grande volume e com isso o ativo parece não ir a lugar algum! Por isso se faz necessário que o operador sério faça um estudo profundo de reconhecimento dos possíveis padrões que se pode encontrar em um determinado ativo. E se mudar o ativo podemos aplicar os mesmos padrões? Não, pois os padrões mudam, já que a multidão de pessoas envolvida no primeiro ativo não são 100% participantes do segundo ativo, então os padrões de comportamento humano podem e são bem diferentes. Por isso podemos também considerar como extremamente legítima a posição de “ficar de fora”, quando não encontramos nenhuma ilha de ordem do nosso conhecimento o operador sério fica de fora, a espera de uma formação que ele conheça.

E a análise técnica clássica, funciona? Bem, eu não consegui sentir segurança nela, achei que a quantidade de sinais falsos são enormes, assim como os sinais das famosas divergências do H-MACD, e acredito que a linguagem estatística pode nos auxiliar a fazer uma filtragem dos possíveis padrões clássicos de triângulo, retângulo, topo/fundo duplo, etc. Eu particularmente consegui ver com clareza padrões no MACD e no Force Index, alguns padrões que não estão relatados nos livros, talvez devido a minha personalidade identifiquei padrões diferentes, mas da mesma forma que o Alexander Elder, Gerald Appel, entre outros são bem sucedidos e dizem que os sinais que eles usam são aqueles que eu entendo que são ruins para mim, logo o ideal é que cada um estude profundamente por meses os possíveis padrões que consegue indentificar com clareza de acordo com a sua personalidade.

Caso ache interessante a discussão, faça uso desse blog como se fosse um fórum sério para compartilharmos idéias e conhecimentos e poste suas idéias, sugestões, críticas, etc.

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Escolha de ações para operar um sistema contra tendência

Estive os últimos meses trabalhando em um plano de operação sério, com regras psicológicas, regras técnicas e de gestão de risco.
E uma das minhas características pessoais me leva operar contra a tendência, operações de virada, para isso preciso de ações com boa volatilidade, entenda “boa” como algo nem alto demais e nem baixo demais. Descartei aquelas com preço muito baixo que tem altas ou baixas de mais de 5% ao dia, e para manter a liquidez das minhas operações também fui atrás das ações com alto volume, nesse caso temos que olhar apenas para as poucas ações que compõem algum dos índices mais significativos, tais como o próprio Ibovespa, IBrX-50 e IBrX.

Como pretendo trabalhar com no máximo 20 ativos, para facilitar o meu trabalho olhei apenas para as ações que compõem o IBrX-50, pois são as 50 ações com maior liquidez negociadas no Brasil, dentre elas eu já tinha tratado os dados de 42 ativos, baixando eu mesmo os dados da Bovespa, tratando e importando para o Metastock.
Só faltava arrumar as últimas alterações de juros/dividendos/desdobramento/etc, de 2011 para cá.

Então abri de 6 em 6 ativos no Metastock com o gráfico semanal, sem qualquer indicador abaixo, apenas as médias exponenciais sobre os preços, deu um total de 7 vezes que fiz isso, dei um print com o Snagit e então depois fui analisar quais pareciam andar num caminho muito “desenhado” como se fosse um “trenzinho” (exemplo clássico é a AMBV4), evitei olhar para o nome da ação para que a empresa não influencie em nada na minha escolha, consegui fazer isso numa boa! Só depois de devidamente marcadas é que fui olhar para os nomes.

Essas que andavam de forma muito “desenhada” (baixa volatilidade) eu marcava com um “x” vermelho no Snagit, as que pareciam estarem “rabiscadas” (alta volatilidade) por uma criança de 3 anos eu marcava com um “v” verde que são os ativos com boa volatilidade. Cheguei a marcar com uma lâmpada as poucas que fiquei em dúvida se tinha volatilidade ou não.

Resumindo fiquei com apenas 10 ações negociáveis, das quais irei começar a fazer operações no papel, ou seja, sem empregar o dinheiro a princípio, mas em poucos meses pretendo começar a operar com dinheiro mas em pequeno volume, seguindo as regras da gestão de risco que criei para mim.

BBDC4
DASA3
ITSA4
ITUB4
JBSS3
MRVE3
PDGR3
RENT3
VALE3
VALE5

Segue abaixo as imagens.

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Geração Atual – Filhos de Pobres são Endividados # Próxima Geração – Filhos de Ricos serão Endividados

Antes de tudo vou expor uma definição pessoal sobre Ricos e Pobres que faço apenas para diferenciar dois modelos de estrutura familiar financeira.

Pobres – são aqueles desprovidos de tranquilidade para suprir as necessidades básicas que envolvem dinheiro, tais como moradia, energia elétrica, alimentação, estudo, transporte, etc.

Ricos – são aqueles que não possuem dificuldades em manter suas necessidades básicas, como por exemplo, moradia, energia elétrica, alimentação, estudo, roupa, transporte, etc.

Entenda que esses ricos podem sim economizar na “conta de luz”, podem sim economizar comprando roupas modestas e indo a restaurantes japonês apenas 1 vez por mês.
A dúvida aqui não é na definição do pobre, mas sim na definição do rico, mas para o pobre, todos aqueles não passam necessidade são ricos, logo faz sentido para eu tratar do assunto de Endividados fazendo tais definições.

Olhando para os motivos que levam os pobres a serem endividados, podemos ver vários ítens, tais como a facilidade de crédito, a perspectiva de uma renda não concretizada, a falta de orientação financeira dos instrumentos financeiros (cartão de crédito, juros, poupança, etc). Mas os ricos normalmente não teriam motivos para serem endividados, certo? Errado, tudo começa na falta de educação financeira dos pais, que começam a ter um poder de compra maior nos últimos anos.

Um dos sentimentos mais comuns é: “vou dar ao meu filho tudo aquilo que não pude ter“. Na prática o que ocorre é uma variedade de fatos, quando o filho sofre com alguma decepção, seja amorosa, seja por perder o smartphone novinho, seja por tirar uma nota muito baixa na escola, os pais o levam no shopping para passear e para aliviar sua dor compram presentes, roupas caras, aquele tênis da moda, uma bola diferente, um tablet ou um brinquedo.
Outro fato é a falta de participação ativa dos pais na vida, educação e formação de valores do filho, que cria um tipo de sofrimento de desamparo nesses filhos, que os pais tentam compensar com mimos novamente.

O que a criança/adolescente aprende com isso é que, sempre que ele sofre algum tipo de decepção ele pode recorrer a suprir essa dor obtendo bens materiais novos, pacotes de viagens, jantares em restaurantes caros, etc. E o pior disso tudo é que ele não fez nada por merecer tais prazeres. Portanto esse individuo se torna um adulto consumista e com propenção a se endividar, pois quando ficar mais velho ele irá se deparar com muitas das frustrações da vida adulta e a mente dele trabalhará buscando sanar suas dificuldades com a obtenção de prazeres através de bens que não fez qualquer planejamento para pagar, pois passou a vida toda ganhando tudo sem fazer esforço, com isso dificilmente terá um trabalho estável, muito menos algum tipo de planejamento financeiro.
Logo assumirá dívidas por impulso de suprir suas frustrações da vida adulta.

Só que todo ser humano tem um senso de compensação, ou pelo menos vai criando um senso de compensação de tudo que se faz na vida em todos os aspectos. Por exemplo, um cão para ganhar um petisco aprende a dar a patinha, para ganhar carinho aprende a ser calmo, mas se dermos carinho no momento de agitação ele aprenderá que ao ficar agitado em seguida vem o carinho, por isso a busca pelo carinho será eterna usando como ferramenta a agitação. Nós humanos somos parecidos, isso está mais ligado ao instinto do que ao lado racional.

O sistema de compensação no inteiror de cada indivíduo nos diz que devemos fazer algo para merecer algo em troca, que no entanto quando o indivíduo não estuda, mas joga PlayStation, acaba se sentindo culpado; Sigmund Freud explica isso claramente com vários exemplos práticos na literatura devida. Sendo assim, o adolescente começa a sentir que tem uma dívida por ter ganho um objeto novo, ou uma viagem para a Disney e sabe que não fez nada por merecer, pelo contrário, aquele mínimo que era estudar o ano inteiro ele não fez, e se acostuma a ter o sentimento de dívida, isso passa a ser normal em seu ser.

Mas isso é muito pesado para ele, chegando a momentos de grandes angústias por tal sofrimento. Não é raro um aluno que é inteligente, aprende com facilidade, começar a chorar no meio de uma aula particular, e quando ele consegue se abrir o motivo é o medo de ficar reprovado e desapontar seus pais, a parte do medo de ficar reprovado é explicada pela falta de capacidade dele próprio de fazer os exercícios, justificado claramente pela negligência em fazer os exercícios que devia ao longo do ano, mas qual o motivo dele fazer tais exercícios? Já chegaram a me responder que o único motivo era passar de ano logo, pra um dia ser adulto e fazer tudo que os pais ainda não deixavam! Ou seja, o objetivo de vida dos adolescentes mimados se resume a não desapontar seus pais para poder continuar ganhando tudo que ganha, e então virar adulto apenas para conquistar um pouco mais de liberdade para fazer mais coisa errada com a sua própria vida.

Não existe mais o objetivo de passar de ano para ser alguém na vida, para ficar inteligente, nem ao menos para poder arrumar uma namorada legal, afinal, tantos os meninos quanto as meninas estão cada dia menos interessados por ser inteligente, logo não falta namorada pra ningúem. Aquele objetivo de ficar adulto para ter um emprego legal, ter um carro (esse motivo acho particularmente errado, mas tudo bem), ter uma casa e poder viajar, passear e curtir a vida, acabou, eles já curtem a vida como adultos o suficiente hoje, com todas as suas irresponsabilidades e mimos que os pais oferecem!

Até poucos anos atrás os pais não tinham a menor chance de dar aos seus filhos um décimo das coisas que dão hoje em dia e éramos felizes! Por que hoje os adolescentes precisam tanto ter tantas coisas? Esses pais não podiam usr esse dinheiro em saúde para a família colocando todos num academia? Se alimentando de forma mais saudável? Fazendo os devidos reparos em suas casas para terem mais conforto? Afinal ele merecem, trabalharam a vida toda duramente para isso!

Algo que já foi relatado por grandes psicológos, administradores de empresas, gestores financeiros, que ao conceder algo sem nada em troca estamos apenas alimentando um vício de endividamento e ilusão no ser que recebeu.

Para quem não entendeu muito bem vou relatar experiências que vi de perto.
Esses adolescentes que ganham um violão mais moderno ou uma guitarra mais cara com apenas 12-18 anos sem ter feito nada para conquistar esse violão, aprende que basta ele querer para ele ter o violão, ele não consegue distinguir, no seu interior, que ele ganhou porque o pai que o ama muito, apenas quis lhe agradar, a informação que ficará guardada no interior desse individuo é que ele não fez nada além de querer ter esse objeto. Essa pessoa começa a não ter a menor noção de quanto pode ter sido o tal objeto, até pode dizer que sabe quanto foi pq qualquer um pode chutar um preço, porém ele não sabe com exatidão quanto é, e quando sabe, acha que é mixaria mesmo que tenha sido 5 mil reais, ou seja, se torna inconsequente com os fatos que fazem ele obter esse objeto. Só que a vida real não é assim, não podemos ser inconsequentes.

Minha recomendação aos pais:

1 – recolham aos poucos os mimos de seus filhos;
2 – parem de prometer que se ele não passar de ano não o levará naquela viagem, pois seu filho sabe que você já começou a pagar as parcelas da viagem e não terá como cancelar;
3 – dê uma mesada com base na idade dele, se ele tem 15 anos ele recebe 15 reais por semana, e deixe claro o objetivo dessa mesada que é dar a ele a parte dele do que a família dele recebe por mês, como ele faz parte da família mas ainda não trabalha, isso é a parte dele; e o principal motivo é que ele aprenda a usar o dinheiro desde já, fazendo poupanças para obter algo mais caro em algum futuro próximo, presentando com cautela quem ele gosta e assim vai;
4 – não presenteie com coisas que nós quando adultos compramos com certo cuidado e planejamento, tal como video game caro, roupa cara, brinquedos caros, instrumentos caros, etc.
5 – dê valores, princípios, educação e amor! Busque ter isso e passe aos seus filhos!
6 – leiam, estudem e conversem com seus filhos sobre algum desses livros:

a – Quem Pensa Enriquece – Napoleon Hill
b – A Lei do Sucesso – Napoleon Hill
c – Os 7 Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes – Stephen R. Covey
d – Psicologia Econômica – Vera Rita de Mello Ferreira
e – 12 Meses para Enriquecer – Marcos Silvestre
f – Educação Financeira – Cássia D’Aquino

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Meus livros, alguns lidos, poucos estudados – projeto: estudar

Percebi ao longo dos últimos 2-3 anos que ler um livro é uma coisa e estudá-lo é outra. Ler um livro é vc absorver um pouco da idéia central que o autor quer passar, é pegar um grande quebra-cabeça e olhar para as peças e distingui-las, perceber as diferenças, as semelhanças, porém lendo a gente ainda não sabe muito bem o que fazer com as peças, apenas olhamos para elas sem nos dar o trabalho de organizar isso de forma a resolver o quebra-cabeça.

Já estudar um livro é algo mais trabalhoso, porém muito mais produtivo, chega a ser um desvendar do mapa do tesouro, pois ao estudar um livro pegamos as peças e separamos, resumimos aquilo que tem importância no livro do nosso modo, eu faço um primeiro resumo e depois outro segundo resumo em cima do primeiro, para extrair toda e qualquer idéia importante que pode mudar a minha vida. Mas na prática como é isso? Apenas leio o livro com uma lapiseira e uma borracha e faço colchetes nas laterais do livro selecionando as frases que me interessam. E como identifico as frases que me interessam? Fico com duas idéias fixas na cabeça, a primeira é se o que eu ler é algo que eu DEVO PENSAR, então eu seleciono, a segunda idéia é que se eu ler algo que eu DEVO FAZER então eu seleciono, pois isso determina o que tem potencial de mudar em mim.

O trabalho de operador do mercado financeiro exige que tenhamos uma mudança de comportamento com relação a muitos aspectos da vida, na verdade notei que todas as relações exigem que vc tenha uma mudança de comportamento, se adequando, tolerando e aceitando as diferenças com serenidade e então assim desfrutar de momentos mais oportunos, por isso que não só a parte financeira mas todos os demais planos da minha vida podem mudar e estão mudando pelos meus constantes estudos e aprimoramento da minha própria personalidade.

Organizei os meus livros físicos e digitais e selecionei os que acho interessantes, aqueles que tem potencial de mudar algo em mim.

Abaixo segue a lista dos livros e suas respectivas classificações.

CLASSIFICAÇÃO:

Pensamento Otimista e Próspero A
Otimização do Tempo e da Vida B
Dicas Práticas Sobre Dinheiro C
Análise Técnica D
Psicologia do Trader E
Extras F

LIVROS:

Livros Classificação
O Segredo A
Pai Rico, Pai Pobre A
Quem Pensa Enriquece A
Quem Vende Enriquece A
A Arte de Fazer Acontecer B
Os 7 Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes B
O 8º Hábito da Eficácia à Grandeza B
12 Meses Para Enriquecer C
Casais Inteligente Enriquecem Juntos C
Quanto Custa Ficar Rico C
Aprenda a Operar no Mercado de Ações D
Technical Analysis Power Tools for Active Investors D
Technical Analysis of Stock Trends D
Technical Analysis of the Financial Markets D
How To Buy Stocks D
The Disciplined Trader E
Trading in the Zone E
Finanças Comportamentais F
A Dieta do Bolso F
As Armadilhas do Consumo F
A Árvore do Dinheiro F

No momento estou estudando o “Aprenda a Operar no Mercado de Ações” do Alexander Elder e o “Technical Analysis Power Tools for Active Investors” do Gerald Appel por causa do capítulo 8 do MACD.

Já li e acho fundamental o “The Disciplined Trader” do Mark Douglas, porém quero voltar a ler para estudá-lo.

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